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The Promenade Playhouse & Conservatory is proud to announce our new partnership with Musical! The School, based in Milan, Italy (Artistic Director, Simone Nardini).
31/03/2011
Isabela Gregorio
A roteirista Natalia Lazarus desembarcou no Brasil para uma série de workshops que serão realizados em São Paulo, a partir desta semana. Natalia, que além de escrever dá aula de atuação para atores de Hollywood, traz um pouco da experiência amealhada junto a presenças constantes nos sets dos grandes estúdios - gente que, segundo a roteirista, peca quando se deixa levar pelo ego.
“Os atores em geral são inseguros, porque são muito expostos, têm sua vida pessoal e suas emoções à mostra”, diz Natalia, que é diretora do Conservatório de Artes Performáticas de Los Angeles e membro do sindicato dos atores e da Federação Americana de Artistas de Rádio e Televisão. Credenciais, aliás, não faltam. Natalia é dona de um currículo invejável: estudou na Universidade Sorbonne em Paris, na American Academy of Dramatic Arts em Nova York, Universityna of London e no British Film Institute, ambos em Londres. Com um de seus roteiros, The Return, ganhou o Festival de Cinema de Hollywood.
Natalia veio ao Brasil a convite do Instituto Stanislavsky e da Escola de Cinema para promover cursos rápidos, direcionados a diretores, atores e roteiristas. A preparadora de atores deu entrevista para o site de VEJA por telefone, do hotel que estava hospedada no Rio de Janeiro, onde fez um pequeno turismo de três dias antes de rumar para os cursos em São Paulo.
Quando você treina atores de Hollywood, é um desafio encarar egos inflados?
A todo tempo, os atores em geral são inseguros. Porque eles são muito expostos, com a vida pessoal, emoções... Então, alguns deles usam essa insegurança no modo defensivo, querendo fazer todas as coisas de uma forma própria.
Pode me falar sobre uma celebridade de Hollywood que você treinou e realmente gostou de trabalhar?
Eu gostei de trabalhar com Ken Jeong, porque ele trabalha duro e gosta do que faz, não deixa o ego atrapalhar o seu desenvolvimento, ele trabalha de fato. Quando ele me encontra, é parafazer com que o trabalho dele seja melhor, funcione com mais qualidade. Em alguns momentos, é difícil para um ator não deixar que o ego domine, às vezes eles acreditam que podem fazer qualquer coisa, mas nada acontece de forma mágica, essa é a minha filosofia, o resultado chega através de muito trabalho.
Qual a proposta do Conservatório de Artes da Califórnia?
Ensinamos as principais técnicas de interpretação do cinema americano, que são a técnica de Meisner, a técnica de Adler, a técnica de Strasberg e a técnica de Chekhov. Ensinamos todas elas porque quando eu vim para os Estados Unidos pela primeira vez estudar atuação – eu sou originalmente de Londres –, estava disposta a aprender todas as técnicas e não apenas uma. Então, quando tive a oportunidade de montar um curso paraatores, eu pensei que era muito importante que eles tivessem escolhas diferentes. Eu gosto de diferentes técnicas por razões diferentes, então euacredito que o ator forma uma educação mais completa, quando aprende o princípio de cada uma delas.
Você prefere uma das técnicas?
Quando eu treino atores, gosto que eles aprendam a técnica de Meisner no começo porque ela ensina o básico. Ensina como realmente ouvir, pode soar muito simples, mas diversos atores não sabem como ouvir de verdade. Então para realmente ouvir com instinto, trabalhar um momento de cada vez, essa técnica é o princípio da boa atuação. Em minha opinião, dessa forma o ator nunca vai exagerar, mas será verdadeiro, porque é isso que a técnica de Meisner ensina. Mostra que não se pode empurrar situações, mas que é preciso fazer apenas aquilo que se sentenaquele momento e, claro, ensina como realmente ouvir.
Você está com duas produções no momento, Picasso Rubens – Enigma, sobre o pintor Pablo Picasso, e a adaptação da história de García Marques, A Trilha de Seu Sangue na Neve. Quais as expectativas para elas?
A adaptação de Garcia Marques é conduzida pela produtora mexicana Machete Filmes. Sinto-me honrada pelo convite, é uma grande responsabilidade, pois é uma história de Garcia Marques. Comecei a trabalhar nessa história pelo ângulo cinematográfico, que envolve uma narrativa irregular, que não segue uma sequência cronológica, unindo algunselementos que vêm do passado dos personagens. Picasso Rubens – Enigma é um grande desafio, assim como a adaptação de Garcia Marques, essa história é conduzida pela produtora francesa Omega Filmes. Picasso é como um thriller sobre arte, mas terá muita história por trás da narrativa, portanto precisofazer muitas pesquisas, porque não sou especialista em arte. Tenho que misturar os fatos históricos com a história dos próprios pintores, e colocar tudo isso em um thriller moderno, uma propostamuito desafiadora, mas quandoestiver pronto será um grande filme. Os dois são completamente diferentes edesafiadores.
Qual projeto é mais desafiador?
Os dois são, mas a adaptação de Garcia Marques pode ser um pouco mais simples,talvez, porque a história já foi escrita, então, meu papel como roteirista é adaptar a história para o cinema. Já Picasso Rubens – Enigma mexe muito mais com a minha imaginação, então posso dizer que é mais complexo, porque tenho que criar uma nova história. Mas osdois me desafiam de formas diferentes.
Você prefere trabalhar em teatro, cinema ou TV? Qual área te encanta mais?
Eu comecei minha carreira como atriz, eu estudei em Nova York para ser atriz, então fui convidada para participar de uma novela em Los Angeles durante três anos, trabalhei durante muito tempo em TV. Mas eu sempre quis muito trabalhar em roteiros, então voltei para escola, faz parte da minha personalidade, quero sempre aprender mais emais, uma coisa nunca é o suficiente. Então eu realizei que se você se torna diretor de uma peça, você tem o controle de tudo que acontece, então aprendi que dirigir é confiar no potencial de outras pessoas, delegar trabalhos diferentes para pessoas diferentes, ser líder e por alguma razão eu tenho essas qualidades e não apenas atuação. Meu coração sempre estará no teatro porque é onde tudo começa, onde o ator realmente faz seu primeiroteste. É no teatro que o atoraprende a cronologia de começo, meio e fim. Você permanece em um palco por duas horas e precisa ser continuamente interessante e emocionante, então o teatro te educa em como atuar. No palco você precisa ser mais vivo, mais atento que na vida normal, o teatro testa a concentração, amemória, a emoção, o corpo do ator porque não tem corte nem pausa do começo ao fim. Mas como roteirista eu gosto do cinema, pois é possível a criação de histórias mais emocionantes, pois posso usar um leque maior de ambientes e narrativas. Mas meu coração é do teatro, é onde tudo começa, tanto para o ator, quanto para o roteirista e para o diretor.

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The Promenade Playhouse & Conservatory is a Santa Monica based Acting, Screenwriting and Directing school that serves artists from Los Angeles, Hollywood, and throughout California. The Conservatory offers acting, screenwriting, directing, and improv comedy classes. It is a well-respected school that serves both local and international students. International students can also take English As A Second Language classes (ESL), and may qualify for a federal F1 Visa. Instructors include Natalia Lazarus, Syd Field, Matt Moore, Sally Kirkland, and several other celebrity teachers and Hollywood Casting Directors. Alumni include Ken Jeong, Teresa Ruiz and Leslie Garza. Acting techniques include Stella Adler, Lee Strasberg, Sanford Meisner, and Michael Chekhov. The Playhouse is home to 3rd Street Comedy and the Promenade Players theatre company. The Promenade Playhouse also offers theatre rental, stage rental, screening rooms, and rehearsal space.